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14/09
2012
Parceria para a vitória
Natural de Rosário do Sul, João Corrêa cresceu em fmeio ao esporte. Aos sete anos já praticava atividades, entre elas a corrida, a qual se tornaria a sua modalidade principal. Aos 19, porém, perdeu o movimento das pernas em um acidente de trabalho, mas jamais deixou de ser um atleta. Ao concentrar nos braços a força que utilizava nas pernas, Corrêa encontrou na cadeira de rodas uma forma – vitoriosa – de permanecer no esporte. Hoje, aos 49 anos, com apoio da Stem Pharmaceutical que patrocinou a viagem para adquirir uma cadeira de rodas especial para maratonas, o atleta inicia uma nova etapa na carreira – a preparação para as paraolímpadas do Brasil, em 2016.

O processo de readequação foi um período difícil para Corrêa, que estava em plena forma física quando ocorreu o acidente. “Eu fui atleta desde sempre, então a possibilidade de ter que parar era como se fosse o meu fim”, conta. Diante dessa circunstância, no centro de reabilitação que frequentava, indicaram um professor com trabalho direcionado ao esporte adaptado. “Em um primeiro convite para conhecê-lo eu não fui, achei que seria muito complicado”, relembra o maratonista.

Quando enfim conheceu o professor Aldo Potrich, que era referência no paradesporto gaúcho, veio não apenas o incentivo, mas a possibilidade real de voltar às pistas. “Ele destacou a forma física que sempre tive, o fato de ter sempre gostado de correr, e que podia ser um profissional no esporte adaptado”, disse. Até então um campo pouco explorado no Brasil, Corrêa aceitou o desafio, e iniciou uma trajetória pontuada por vitórias.

O primeiro passo foi praticar basquete, pois, segundo Potrich, a modalidade iria proporcionar força nos membros superiores, a energia que antes o atleta empregava nas pernas. “Isso me faria dominar a cadeira de rodas, pois, no esporte, ela é muito mais rápida, e evitaria que me machucasse”, enfatiza. Um ano mais tarde, já estava apto para a sua primeira competição como maratonista. “A convivência com outros atletas nesse período e as viagens para outros estados com o objetivo de reforçar o treino foram muito importantes”, conta. Desde então, Corrêa contabiliza 81 maratonas e 233 meia maratonas realizadas em diversos países, sagrando-se campeão Sul Brasileiro e 4.º lugar no Sul Americano em 1998, além de ter ficado entre os 20 melhores do mundo na Maratona de Nova Iorque em 2007.

Rompendo barreiras externas

Além de ultrapassar os próprios limites para voltar ao esporte, João Corrêa, assim como outros na mesma condição, precisou percorrer um caminho longo para a prática da sua atividade. “Naquela época quase não havia incentivo para nós, as empresas não queriam vincular seu nome a um atleta com deficiência. Quem fornecia apoio eram poucas empresas ligadas à saúde”, explica. A própria cadeira especial para competição, com 3 rodas, chamada de handcycle, ainda não é produzida no Brasil. Recentemente, Corrêa esteve em Nova Iorque para adquirir o modelo, que lhe possibilitará treinar para as paraolimpíadas do Brasil, em 2016. “Foi graças ao apoio de empresas como a Stem Pharmaceutical, que patrocinou a viagem, que essa aquisição foi possível. Agora estou vivendo uma nova etapa de minha carreira no esporte”, afirma.

O fato de ter enfrentado problemas para conseguir patrocínio acabou motivando a criação da Associação Recreativa Beneficente de Atletas Deficientes Físicos de Canoas (Atledcanoas), em 2002. O projeto, segundo conta Corrêa, é voltado para a inclusão e a criação de oportunidades para competir. “O diferencial é que a ONG foi pioneira na integração, colocando lado a lado deficientes e não deficientes para o desenvolvimento das atividades”. Mantida totalmente com apoio de terceiros, a Atledcanoas têm competidores em diversas modalidades, entre elas maratona, basquete, futebol de areia e levantamento de peso, os quais já alcançaram resultados expressivos em competições. “Queremos dar apoio, estimular o esporte”, disse Corrêa, e finaliza, lembrando-se de quando iniciou. “Levo a sério, não sei treinar para brincar”.
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